Queria começar me desculpando, porque para ser sincera com todos vocês, nem sei exatamente que palavras usar para demonstrar fielmente a complexividade e geniosidade que é esse livro. Ao pegá-lo na prateleira da biblioteca, sequer cheguei a imaginar que ele se tornaria tão importante para mim. Então, eu espero que entendam a minha forma simples de tentar transmitir meus pensamentos e interpretações sobre O Apanhador no Campo de Centeio.
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Antes de tudo, o contexto histórico desse livro é muito importante para a compreensão da obra. Foi escrito e publicado durante os anos de 1940 e 1950. Ele se tornou uma das obras mais importantes da literatura americana, principalmente por se passar na década de 50 e tratar de assuntos que na época, eram ainda polêmicos. Salinger foi, se não, um dos primeiros a tratar a adolescência como tema principal, o que chamou a atenção das pessoas na época. O livro foi mais do que um sucesso, porque além de tratar assuntos extremamente importantes e complexos como sexo, homossexualidade e rebeldia, ele faz o leitor se apaixonar pela narrativa e principalmente (ou não) pelo narrador.
O narrador em questão é Holden Caulfield, um adolescente de 16 anos que narra alguns acontecimentos após ser expulso do seu colégio. Apesar da narrativa se passar em apenas dois dias após a saída de Holden, há milhares de assuntos importantes retratados durante esse percurso.
Holden é um dos personagens mais complexos que pude conhecer, seus pensamentos são todos confusos, e imagino eu, que nem mesmo ele possa entendê-los. Ele odeia praticamente tudo e todos, para ele todos os adultos são cretinos e hipócritas, todas as pessoas que vivem ao seu redor são cretinas, os trabalhos são cretinos e tudo que se passa à sua volta é a mais pura hipocrisia. Ele repete a palavra "cretina" zilhões de vezes durante o livro para descrever qualquer coisa que não o agrade. Ele é uma pessoa desajustada em vários grupos sociais, não se ajusta com os próprios pais nem com os colegas de quarto e principalmente com a sociedade, ele vê problemas em tudo, enxerga o pior lado de todos.
A complexividade desse personagem é encantadora, você pode amá-lo ou odiá-lo, há várias versões diferentes do mesmo personagem. Apesar de odiar a tudo e todos, as únicas coisas que o agradam é sua irmã Phoebe de 10 anos e seu falecido irmão Allie, que morreu de leucemia. Holden enxerga a pureza nos dois e isso o encanta. O irmão é citado em diversas partes do livro pelo narrador, pois ele é a única coisa que o conforta diante ao caos que impregna sua mente. Inclusive, um dos lugares que mais o agrada é um museu da cidade, justamente pelo fato que independente de quantas vezes você for lá, seja com seus cinco anos de idade ou com os seus trinta, tudo vai continuar da mesma forma, intacto. Isso nos mostra o medo que cerca sua vida, o medo de crescer, o medo de enfrentar a sociedade cretina e falsa dos adultos.
Você passa mais da metade do livro sem entender o significado do título, mas a partir do momento em que ele é citado, tudo que você leu até então faz sentido. Holden, quando perguntado pela irmã o que ele gostaria de ser no futuro, ele se recorda de uma citação errônea de um poema, onde ele acreditava ser "Se alguém agarra alguém atravessando o campo de centeio", ele responde que queria ser um apanhador no campo de centeio. Holden gostaria de ser o único adulto responsável por segurar as crianças que brincam no campo de centeio e caem descuidadas no abismo. Podemos interpretar então, que esse abismo que engole as crianças é justamente a vida adulta, Holden, gostaria de ser a pessoa responsável por manter a inocência e a pureza das crianças que ainda brincam no campo. Isso é genial, foi uma das metáforas que mais me encantou durante a leitura.
O livro é simples e não tem nenhum acontecimento relevante, é apenas um final de semana de um garoto problemático pelas ruas de Nova York. A importância é a forma que você enxerga as entre-linhas, a forma que você interpreta todos aqueles acontecimentos e como você os aplica na sua realidade. Isso é o que torna O Apanhador no Campo de Centeio um livro tão mágico. Espero mesmo que vocês se interessem por ele, e principalmente que eu tenha conseguido transmitir pelo menos um pouco do que pude sentir ao ler.
O livro é simples e não tem nenhum acontecimento relevante, é apenas um final de semana de um garoto problemático pelas ruas de Nova York. A importância é a forma que você enxerga as entre-linhas, a forma que você interpreta todos aqueles acontecimentos e como você os aplica na sua realidade. Isso é o que torna O Apanhador no Campo de Centeio um livro tão mágico. Espero mesmo que vocês se interessem por ele, e principalmente que eu tenha conseguido transmitir pelo menos um pouco do que pude sentir ao ler.

Olá, como vocês estão? Essa é minha última semana de férias, então pode-se concluir que meu humor não está lá essas coisas. Apesar de não ter feito nada durante essas semanas livres, eu pude atualizar algumas séries e conhecer outras, isso já me deixa um pouquinho satisfeita. Mas mudando um pouco de assunto, eu queria perguntar se vocês se importariam de ler algumas histórias que eu escrevi, não são grande coisa e como podem notar, minha escrita não é das melhores, então é algo extremamente simples. Pergunto isso porque algumas delas são um pouco grande, coisas de uns 10 parágrafos.
E aí, Como vocês estão? Se meu estado atual pudesse ser representado de alguma forma física, eu poderia fazer parte do elenco de Game of Thrones com um dos White Walkers sem problema algum. Mas é aquele ditado né, hoje eu to só o kiko picado pelo escorpião